Cracóvia

Hoje sáimos cedo de Varsóvia e viajamos cerca de 4 horas até a bela cidade de Cracóvia. Aqui conhecemos uma rica história de 800 anos de judaísmo.

Começamos nosso passeio pela sinagoga antiga (Alt Shul), do bairro de Kasimiersz (o bairro judaico da cidade) e aprendemos um pouco sobre como os judeus vieram para essa acolhedora cidade e mantiveram fortes relações com o governo polonês que os abrigou.

na entrada do Alt Shul
De lá fomos para a sinagoga do Remá (rabino Moisés Isserles), talvez o mais famoso sábio da Polônia, responsável pelo principal livro de leis dos ashkenazim, impresso nas edições do Shulchan Aruch, o código da lei judaica escrito pelo rabino Yossef Caro. Visitamos também o cemitério ao lado da sinagoga onde o sábio está enterrado.

Cemitério do Remá

No cemitério, visitamos também o túmulo de Yossele hakamtzan (Yossele, o pão-duro). Um judeu rico, tido por todos da cidade como avarento. Por isso foi enterrando num canto isolado do cemitério. Porém, após a sua morte, aumentaram os necessitados da cidade e descobriram que, durante anos, Yossele provia os pobres de maneira anônima e desinteressada. Para reparar o erro, a comunidade decidiu enterrar os sábios e as pessoas importantes a seu redor, tornando aquele local, antes secundário e isolado, um espaço de honra no cemitério.

Fomos então à sinagoga Isaac, onde almoçamos e à sinagoga Tempel, certamente a mais linda e luxuosa que vimos até agora. Passamos a ter uma idéia da riqueza e da grandeza dessa comunidade centenária.

Interior da Sinagoga Tempel

Caminhamos em direção ao Gueto, refazendo o caminho de cerca de 20.000 judeus foram forçado a fazer. Foram forçados a abandonar suas casas para morar num pequeno bairro onde antes viviam 3.000 pessoas.

No Gueto, conhecemos a história de Thadeus Pankewicz, um justo entre as nações, que arriscou sua vida para manter sua farmácia no Gueto, na qual falsificava documentos para ajudar judeus a sobreviver. Fomos então para a instalação onde funcionou a fábrica de Schindler, para o campo de concentração de Platschov e voltamos para o Hotel. (tanto a passagem de Kasimierz para o Gueto, como a farmácia de Thadeus Pankewicz, que falsificava documentos, a fábrica e o campo de Platschov aparecem no filme a lista de Schindler, que pode ser conseguido em qualquer locadora e é uma boa opção para assistir amanhã, no Yom Hashoá).

Chegamos ao nosso hotel, do lado de um belíssimo castelo, nas margens do Rio Vístula e saímos para um animado passeio pela cidade velha. Trata-se da maior praça central de toda a Europa, uma linda cidade que chama atenção com suas cores e estilos.

Voltamos ao hotel para uma conversa um pouco mais séria, sobre o que veremos amanhã. O que nos aguarda é Auschwitz, o maior campo de extermínio nazista, um lugar cuja simples menção desperta em qualquer judeu sentimentos profundos.

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