Mausoléu da família Poznansky
Seção identificada pelas Forças de Defesa de Israel
Saímos do cemitério e fomos para um parque nacional, onde almoçamos. Lá conhecemos uma outra face do povo polonês. Nem todos se omitiram. Um gigantesco monumento nacional lembra os nomes de mais de 6.000 poloneses, justos entre as nações, que arriscaram suas vidas, de forma desprendida, para salvar judeus durante a guerra. Demonstraram aqui o que podemos ter de mais humano - amar o próximo.
Monumento aos "Justos entre as Nações"
Fomos então para Radegast. A estação de trem da qual patriram cerca de 145.000 judeus do gueto de Lodz para os campos de extermínio onde a maioria encontrou sua morte. Neste lugar sombrio, preservado até hoje, experimentamos duros sentimentos. Entramos num vagão de trem - o mesmo que transportou milhares de judeus, tratados como carga - nos sentamos para fazer uma profunda reflexão.
Neste espaço tão pequeno, que se fecha sobre nossas cabeças, lemos cartas e mensagens, deixadas por judeus em sua última viagem. Eles tentavam se comunicar, deixar notícias paras os parentes, alertar o mundo. Olhamos para nós mesmos: Que mensagem nós queremos passar? O que temos para dizer ao mundo?
Cada um agarrou uma caneta e um papel. O que responderíamos para esses judeus, despojados de tudo, deshumanizados. O que temos para dizer-lhes. Cada um derramou suas palavras sobre o papel e guardou para si.
Vagão do trem de deportação
Nós éramos 40. O vagão estava lotado. Durante a guerra, cada vagão levava entre 140 e 200 pessoas, forçados viajar por horas, às vezes por dias, sem saber ao certo para onde iriam e qual seria seu destino.
Ao sair do vagão, ingressamos em um monumento, em forma de trem, contando a história da deportação desses judeus. Caminhamos por um túnel, representando vagões que desembocam em uma locomotiva, onde uma alta chaminé nos lembra o triste fim daqueles que foram levado nesses comboios. Nas paredes, intermináveis listas com os nomes daqueles que foram deportados cobriam o cinzento concreto dos vagões. Nelas sobrenomes conhecidos, nomes de pais, de filhos, avós e netos passavam por nossos olhos a cada passo.
Monumento (visto de fora)
Túnel do Monumento (visto por dentro)
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