Shabat no Gueto


Este foi um Shabat diferente. Caminhamos muito. Nosso objetivo: conhecer o que sobrou do Gueto de Varsóvia, onde cerca de meio milhão judeus foram forçados a viver confinados. Quase um terço da população da cidade passou a viver em menos de 3% de seu território.

De manhã, um grupo foi à cidade velha (Stare Miasto), enquanto outros foram à sinagoga de Noczyk, para a reza da manhã. Na sinagoga, o rabino da cidade informou sobre a morte do presidente e recitou um salmo. O rabino contou que foi convidado, assim como outros religiosos do país, a viajar neste mesmo avião, mas não aceitou o convite pois a viagem seria no Shabat.

Quem foi à cidade velha, já encontrou no caminho vários poloneses que levavam flores para depositar no palácio. Já podíamos sentir a comoção do país, no coração da capital - uma colorida cidade com belas edificações e monumentos, restaurados após sua quase destruição na guerra. (Varsóvia foi duramente castigada, devido à revolta da resistência polonesa na cidade - a cidade foi reduzida a escombros).

Cidade velha de Varsóvia

O grupo se reuniu para o almoço de Shabat. Depois da refeição teve início uma longa maratona: 6 horas de caminhada sob o frio da primavera (primavera!? - entre 5 e 10 graus) polonesa. Graças ao Pato e sua invejável resistência física, percorremos praticamente todo o Gueto e conhecemos seus segredos, suas tristezas e sua bravura.



Vimos o que sobrou dos muros do Gueto, os poucos prédios que se mantiveram de pé, o Capitólio (onde se estabeleceu o Judenrat), o palácio de Justiça, Mila 18 e a Umshlagplatz (a praça de deportação de onde 300.000 judeus partiram para a morte - a maioria em Treblinka).



Terminamos nossa maratona com a Havdalá, diante do monumento Rappaport que retrata a bravura dos combatentes e o triste fim dos 800 anos de vida judaica na cidade.


Gueto de Varsóvia

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